Zumbis e videogames são como café e leite, queijo e goiabada, Bochecha e Claudinho. De um lado, os jogadores armados até os dentes, do outro, pixels trôpegos em decomposição. Por esse raciocínio, quanto mais mortos-vivos melhor, certo? Resident evil traz grupos de três ou quatro de cada vez. Left 4 dead arremessa dúzias no jogador. Dead rising tem centenas. Nunca é demais.
Bem, aparentemente, tem, sim, como ser demais. O coprodutor de Dead rising 2, Shin Ohara, diz que é possível ter zumbis demais. Ao passar de um certo número, você começa a restringir a liberdade do jogador de se divertir. O produtor sabe estimar o número certo.
“Ano passado, mostramos uma demo com mais de 7 mil mortos-vivos na tela”, disse Ohara ao Gamasutra. Incrível, não? Aparentemente não. “Com mais de 3 mil, não dá mais para notar a diferença, porque a tela fica lotada de qualquer jeito. Acima desse número, na experiência fica arruinada, não é mais um game”.
“Podemos mostrar cerca de 7 mil zumbis na tela se quiséssemos. Nossa tecnologia não está nos limitando. Se o game apenas mostra 500 ou mil zumbis, não é o limite. Temos o bastante para que as pessoas se divirtam e a jogabilidade seja recompensadora”, explicou.
O produtor também explica como é feita a decisão de quantos mortos-vivos vão ficar em cada área. “Depende muito de quão grande é o espaço, basicamente. Queremos que as pessoas usem muitas armas e elas precisam poder se mover o bastante para usá-las contra os zumbis. Se locomover não deve ser frustrante, mas precisa ser um desafio também. Não queremos encher uma sala de inimigos para que você tenha que se espremer no meio deles. Em vez disso, você pode pular em cima deles, chutá-los ou dar a volta. Existem muitas formas de lidar com eles”, concluiu.
A Capcom, de todas as outras empresas, é uma das que têm mais moral para escrever um manual de zumbis: a empresa lançou a série Resident evil (com mais de 10 games) e, mais recentemente, Dead rising.

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